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Review: Classe Executiva da Royal Jordanian, no Boeing 787-8 Dreamliner de Amman para Paris.

Voei na Royal Jordanian em classe executiva no 787 Dreamliner, de Amman a Paris. Lounge impressionante, cabine flatbed, vinhos jordanianos e atendimento excepcional por 42.500 milhas AAdvantage.

O que você verá neste artigo

Viajar entre o Oriente Médio e a Europa pode revelar experiências muito distintas, dependendo da companhia aérea escolhida. No meu caso, voei de Amman, na Jordânia, para Paris Charles de Gaulle, em um Boeing 787 Dreamliner da Royal Jordanian, na classe executiva. O que encontrei foi um serviço que mescla tradição, hospitalidade árabe e uma forte identidade cultural, somados a um custo-benefício excepcional graças ao uso estratégico de milhas aéreas.


Emissão com milhas AAdvantage

Esse bilhete não foi comprado em dinheiro. Em vez disso, utilizei o programa de fidelidade AAdvantage, da American Airlines, que possui uma tabela fixa extremamente vantajosa para rotas entre Oriente Médio e Europa. Emiti a passagem em classe executiva por apenas 42.500 milhas, um valor muito competitivo para esse nível de produto. Essa é uma das grandes vantagens em dominar os programas de milhas: acessar experiências premium por um custo muito menor do que a tarifa pagante.

Importante observar o equipamento usado no voo. No meu caso foi um Boeing 787-8 Dreamliner, que é um avião maior e com dois corredores – mas atualmente (2025) o voo tem sido feito em aeronaves menores e que não contam com poltronas-cama, como os Airbus A320neo e A321.


Check-in exclusivo e sofisticado em Amman

Para quem faz o check-in da Royal Jordanian em Amman, não é apenas um balcão de atendimento, trata-se de um espaço privativo, moderno e sofisticado, que lembra uma sala VIP já na entrada do terminal. Essa recepção diferenciada transmite imediatamente o posicionamento premium da companhia e antecipa o que virá pela frente.


O impressionante lounge da Royal Jordanian

Após o check-in, o próximo passo é conhecer o Crown Lounge da Royal Jordanian, que ocupa praticamente todo o mezanino do Aeroporto Queen Alia. É um espaço de dimensões realmente grandes — um dos maiores que já vi em aeroportos da região — dividido em dois ambientes principais.

  • No lado esquerdo, fica a área mais descontraída, com cafeteria, pizzaria, poltronas, sofás, mesas e até um kids club, além de snacks rápidos para quem não quer uma refeição completa. É um espaço ideal para famílias ou para quem busca praticidade.
  • No lado direito, está o ambiente mais sofisticado, com o buffet principal de pratos quentes e frios, além de uma banda tocando ao vivo, algo raríssimo em lounges de aeroportos. O ambiente é amplo, confortável e transmite um ar cultural, reforçando a identidade da Royal Jordanian como companhia que valoriza tradição e hospitalidade.

Esse lounge vai muito além de um simples espaço de espera. Ele funciona como a primeira vitrine da experiência premium que a companhia oferece, mostrando que conforto, gastronomia e exclusividade fazem parte da jornada desde o aeroporto.


Cabine do Boeing 787 Dreamliner

O embarque no Boeing 787 Dreamliner revelou uma cabine de classe executiva com poltronas que reclinam em cama totalmente plana (flatbed). O design dessas poltronas é idêntico ao utilizado pela Copa Airlines em sua Dreams Business Class no 737 MAX 8, conhecidas por equilibrar bem conforto, privacidade e aproveitamento de espaço.

Cada assento conta com entrada USB, tomada universal, iluminação individual e espaço para objetos pessoais. O sistema de entretenimento não é o mais moderno do mercado, mas oferece boa variedade de opções, atendendo bem a uma rota de médio curso como Amman – Paris.


Gastronomia com toque regional

O serviço dcomeçou de forma diferenciada e já com um toque de sofisticação: em vez de pratos previamente montados, as comissárias passaram com um trolley recheado de opções, apresentando cada item diretamente aos passageiros. Assim, era possível escolher o que comporia a refeição e ver o prato sendo montado na hora, de acordo com as preferências individuais.

Esse cuidado elevou a experiência gastronômica a outro nível. As entradas traziam clássicos da culinária árabe, como saladas frescas, temperadas com ervas e especiarias locais, acompanhadas de pães e pequenos aperitivos. Para o prato principal, optei por um salmão ao molho de maracujá, que surpreendeu pelo equilíbrio: textura macia, sem estar ressecado, e um sabor marcante que harmonizava perfeitamente o toque adocicado do molho com a delicadeza do peixe.

A refeição foi finalizada com uma tábua de queijos e frios, servida também no carrinho, que trouxe um ar refinado ao serviço de sobremesa. Essa combinação de sabores regionais com técnicas de apresentação internacional mostra claramente como a Royal Jordanian busca agradar tanto ao viajante local quanto ao cliente global, sem abrir mão de autenticidade e qualidade.


A experiência única com vinhos jordanianos

Um dos pontos altos do voo foi a degustação da carta de vinhos. A Royal Jordanian valoriza produtores locais e oferece rótulos jordanianos que refletem a identidade do país. Após o almoço, pedi para degustar todos os vinhos disponíveis na minha poltrona, mas, por questões culturais, o pedido foi recusado.

Ainda assim, a tripulação mostrou flexibilidade e hospitalidade: fui convidado para uma degustação mais controlada na galley entre a classe executiva e a econômica. Ali, experimentei diferentes rótulos, incluindo um rosé jordaniano de excelente qualidade. Meu entusiasmo chamou a atenção da tripulação, que me surpreendeu com um gesto raro: me presentearam com uma garrafa lacrada desse vinho. Essa experiência não só agregou autenticidade à viagem, como reforçou a hospitalidade característica da Royal Jordanian.


Serviço que supera expectativas

O atendimento foi, sem dúvida, um dos pontos mais marcantes. A tripulação foi atenciosa, calorosa e proativa, sempre disposta a oferecer mais do que o básico. Pequenos gestos, como a degustação adaptada e o presente do vinho, transformaram o voo em uma experiência memorável. Essa postura coloca a Royal Jordanian em um patamar comparável, ou até superior, ao de companhias muito maiores e mais conhecidas do Oriente Médio.


Desembarque em Paris

Após um voo tranquilo e confortável, o desembarque em Paris Charles de Gaulle foi rápido e bem organizado. Essa eficiência finalizou a viagem mantendo o alto padrão que a companhia entregou desde o início.


Conclusão

O voo da Royal Jordanian entre Amman e Paris no 787 Dreamliner Business Class é um produto sólido e diferenciado. A cabine flatbed, a gastronomia de qualidade, a experiência cultural com vinhos jordanianos e um serviço impecável fazem dessa rota uma excelente opção para quem busca autenticidade no Oriente Médio.

A emissão de 42.500 milhas AAdvantage reforça que é possível acessar essa experiência premium com custo-benefício excepcional. Para quem valoriza hospitalidade genuína e exclusividade, a Royal Jordanian oferece um voo que vai muito além do transporte: é uma verdadeira imersão cultural com alto nível de conforto.

Toda essa experiência você pode assistir em detalhes, assistindo o meu review completo no Youtube, clicando neste link.

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Tico Brazileiro

Tico Brazileiro é especialista em aviação, programas de fidelidade e viagens, compartilhando dicas estratégicas sobre milhas, upgrades e experiências de voo. Influenciador, conecto apaixonados por viagens a conteúdo exclusivo e relevante, ajudando a transformar cada viagem em uma experiência única. Já viajei em mais de 100 classes executivas e primeiras classes.
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Tico Brazileiro na frente de um Embraer 195-E1, pronto pra embarcar na posição remota, após ser levado pelo serviço concierge, com um BYD, até a aeronave.
Aviação
Tico Brazileiro

Azul amplia serviço de concierge e reforça aposta na experiência personalizada do Cliente

A Azul vai ampliar um dos serviços mais interessantes de sua estratégia de experiência do Cliente. A partir de setembro de 2026, o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, passará a contar com o concierge da Azul, serviço criado para oferecer acompanhamento personalizado antes e durante a viagem. A novidade faz parte de uma expansão que também contempla os aeroportos Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Curitiba e Goiânia. A iniciativa amplia uma operação que já está disponível em Congonhas, Viracopos, Confins, Recife e Brasília, levando o conceito de atendimento individualizado para mais passageiros da companhia. O que chama atenção, porém, é que o concierge não funciona apenas como um ponto de atendimento dentro do aeroporto. A proposta começa antes mesmo de o Cliente chegar ao terminal e acompanha diferentes etapas da jornada, com uma equipe preparada para entender necessidades específicas e oferecer suporte de maneira mais proativa. O atendimento começa antes do voo Um dos principais diferenciais do concierge da Azul está justamente no momento em que o serviço começa. No dia anterior ao voo, uma equipe do call center entra em contato com o Cliente por meio de um canal exclusivo no WhatsApp. O objetivo é entender antecipadamente quais são as necessidades daquele passageiro e verificar como a companhia pode tornar a experiência mais confortável e tranquila. Esse contato prévio muda bastante a lógica tradicional de atendimento das companhias aéreas. Normalmente, o passageiro chega ao aeroporto, identifica alguma necessidade e procura um funcionário para obter ajuda. No concierge, a proposta é fazer o caminho inverso: a Azul procura o Cliente antes da viagem para entender o que poderá ser necessário. A partir dessas informações, a equipe pode se preparar para acompanhar o passageiro de forma mais individualizada quando ele chegar ao aeroporto. O que o concierge oferece no aeroporto? O atendimento continua presencialmente no dia da viagem. Profissionais dedicados acompanham o Cliente em diferentes etapas, começando pelo check-in e seguindo até o embarque. Quando ocorre alguma situação que exige mudança de planejamento, a equipe também pode prestar auxílio em alterações de voo. Em determinados aeroportos, o serviço pode incluir ainda deslocamento em carro elétrico até a aeronave, quando o embarque acontece em uma área remota do terminal. Isso significa que o concierge não está limitado a uma sala ou balcão específico. A ideia é acompanhar o passageiro ao longo de sua jornada pelo aeroporto e reduzir as dificuldades que eventualmente possam aparecer durante o processo. É uma proposta especialmente interessante para quem viaja com frequência e sabe que pequenos detalhes podem fazer uma grande diferença quando se acumulam ao longo de uma viagem. Uma equipe preparada para conhecer o perfil do Cliente A Azul também destaca que o concierge é conduzido por uma equipe própria e especializada. Os profissionais recebem treinamento específico da área de Customer Experience (CX), justamente para desenvolver uma relação mais próxima com os Clientes atendidos pelo serviço. Esse aspecto é importante porque a proposta não é simplesmente oferecer mais um canal de atendimento. O objetivo é criar uma experiência em que os profissionais conheçam as preferências e necessidades dos passageiros e consigam agir de maneira antecipada. Em outras palavras, o atendimento deixa de ser apenas reativo. Se o Cliente precisa de alguma coisa, a equipe pode ajudar. Mas, sempre que possível, a ideia é identificar a necessidade antes mesmo que ela seja apresentada. Porto Alegre e o Rio de Janeiro (Santos Dumont) serão os próximos dessa expansão A chegada do concierge a Porto Alegre e do Rio de Janero, reforça a importância dos Aeroportos Salgado Filho e Santos Dumont, dentro da estratégia da Azul. A capital gaúcha passará a fazer parte de uma rede que já inclui alguns dos principais aeroportos utilizados pela companhia no Brasil. Aeroporto Código Situação do concierge São Paulo/Congonhas CGH Já disponível Campinas/Viracopos VCP Já disponível Belo Horizonte/Confins CNF Já disponível Recife REC Já disponível Brasília BSB Já disponível Porto Alegre POA A partir de setembro de 2026 Rio de Janeiro/Santos Dumont SDU A partir de setembro de 2026 Curitiba CWB Expansão anunciada Goiânia GYN Expansão anunciada A expansão demonstra que a Azul não pretende concentrar o serviço exclusivamente em seus maiores hubs. A companhia está levando o conceito para diferentes mercados, ampliando o número de Clientes que podem ter contato com esse modelo de atendimento. Goiânia também está no plano da Azul Outro ponto que merece atenção é a inclusão de Goiânia entre os próximos aeroportos que receberão o concierge. A capital de Goiás é um importante mercado doméstico da Azul e também está inserida em uma estratégia mais ampla de conectividade da companhia. Ainda não foi divulgada uma data específica para o início do serviço em Goiânia e Curitiba. O anúncio, entretanto, confirma que os dois aeroportos estão contemplados na expansão. Minha experiência como cliente Azul ONE É impossível falar de uma iniciativa como essa sem trazer também a minha própria experiência como cliente. Sou cliente Azul ONE e um usuário frequente dos serviços da companhia. E, para mim, esse tipo de atendimento representa um diferencial real na escolha de uma companhia aérea. Existe uma razão muito simples para isso: quando uma empresa conhece o seu Cliente, entende suas necessidades e consegue oferecer uma experiência mais personalizada, cria-se uma relação que vai muito além do preço da passagem. E tenho um dado pessoal que considero bastante significativo. Em 2026, não viajei com nenhuma outra companhia aérea. Isso é algo inédito na minha trajetória como viajante. Comecei a viajar ainda nos anos 80 e, desde então, naturalmente utilizei diferentes empresas aéreas em diferentes momentos. Concentrar todas as minhas viagens em uma única companhia durante um ano é algo que nunca havia acontecido comigo. E não é porque não existam tarifas eventualmente mais baratas em outras empresas. Elas existem. O ponto é que, quando você encontra uma companhia que oferece uma combinação consistente de produto, conectividade, benefícios, atendimento e reconhecimento, o preço deixa de ser o único elemento considerado na decisão. Experiência também é um fator de fidelização

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