
A WestJet anunciou oficialmente sua entrada no mercado brasileiro com o lançamento de uma rota inédita e sem escalas ligando o Canadá ao Brasil. A partir do segundo semestre, a companhia aérea canadense passará a operar voos diretos entre Calgary, na província de Alberta, e o Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
A nova operação marca não apenas a estreia da WestJet no Brasil, mas também um movimento estratégico relevante ao conectar, de forma direta, o oeste canadense ao maior centro econômico da América Latina. Com isso, a empresa amplia sua presença internacional e adiciona o Brasil como o 100º destino de sua malha aérea.
Detalhes da nova rota Calgary – São Paulo
Será a primeira vez que um voo regular ligará, sem escalas, o oeste do Canadá ao Brasil. A operação será realizada com aeronaves Boeing 787-9 Dreamliner, modelo de longo alcance utilizado pela companhia em suas rotas internacionais.
Configuração da aeronave
- Classe Executiva: 16 assentos
- Econômica Premium: 28 assentos
- Classe Econômica: 276 assentos
No total, o Boeing 787-9 da WestJet acomoda até 320 passageiros, oferecendo um produto competitivo para voos de longa duração.
Frequências e horários dos voos
Calgary (YYC) → São Paulo (GRU)
- Voo: WS54
- Frequência: domingo, terça-feira e quinta-feira
- Saída: 22h45
- Chegada: 15h35 do dia seguinte
São Paulo (GRU) → Calgary (YYC)
- Voo: WS55
- Frequência: segunda-feira, quarta-feira e sexta-feira
- Saída: 19h40
- Chegada: 5h15 do dia seguinte
Os horários favorecem conexões em Calgary para outros destinos no Canadá e nos Estados Unidos, ampliando as possibilidades para o passageiro brasileiro.
Preços e início das vendas
De acordo com buscas realizadas no site oficial da companhia, os voos começam a ser vendidos a partir de novembro. As tarifas promocionais iniciais partem de cerca de 450 dólares canadenses por trecho, o que equivale aproximadamente a R$ 1.739, considerando valores médios observados no momento da pesquisa.
Como em toda nova rota, a tendência é que os preços variem conforme a demanda, antecedência da compra e período da viagem.
Como emitir voos da WestJet usando milhas (visão do brasileiro)
Para quem acumula milhas, é importante entender que não existe uma tabela fixa pública da Delta SkyMiles para emissões em companhias parceiras, incluindo a WestJet. O programa utiliza preços dinâmicos, o que faz com que o custo em milhas varie bastante.
A melhor referência para o brasileiro hoje são as emissões feitas com milhas SkyMiles em voos operados pela LATAM entre os Estados Unidos e o Brasil, que seguem uma lógica semelhante.
Faixas observadas de resgate SkyMiles (one-way)
- Classe Econômica em boas datas: cerca de 25.000 milhas
- Classe Econômica em datas menos favoráveis: entre 30.000 e 35.000 milhas
- Classe Executiva: em torno de 95.000 milhas ou mais
Esses valores não são garantidos e podem subir em períodos de alta temporada, pesquisas próximas à data do voo ou baixa disponibilidade. Além disso, mesmo em bilhetes prêmio, taxas aeroportuárias continuam sendo cobradas em dinheiro.
Usando esse parâmetro, é razoável esperar que eventuais emissões da WestJet via Delta SkyMiles sigam um padrão semelhante, sem valores fixos e com grande variação conforme o cenário da busca.
Por que essa rota é estratégica
A ligação direta entre Calgary e São Paulo atende a diferentes perfis de passageiros:
- Turistas interessados em explorar o oeste do Canadá
- Executivos e viajantes corporativos
- Passageiros em conexão para outros destinos canadenses
Além disso, a nova rota aumenta a concorrência no eixo Brasil–Canadá, o que tende a gerar mais opções de tarifas e produtos para o consumidor brasileiro.
Conclusão: análise do ponto de vista da aviação
A entrada da WestJet no Brasil é um movimento positivo e coerente com a evolução do mercado aéreo internacional. Ao apostar em um voo direto entre Calgary e São Paulo, a companhia explora um nicho ainda pouco atendido e reforça a importância do Brasil em sua estratégia de expansão.
Para o passageiro, a novidade representa mais concorrência, novas possibilidades de conexão e, potencialmente, melhores preços no médio prazo. Já para o setor aéreo, a rota confirma que o mercado brasileiro segue atrativo, mesmo em um cenário global mais seletivo e racional na abertura de novas operações.

