
Viajantes brasileiros podem não estar totalmente familiarizados com o Virgin Atlantic Flying Club, mas o programa é amplamente reconhecido no mercado internacional por permitir resgates de altíssimo valor, especialmente em cabine premium.
Até 31 de março de 2025, é possível comprar pontos com até 70% de bônus, o que pode representar uma oportunidade estratégica — desde que exista um plano concreto de emissão.
A seguir, organizo todos os detalhes da promoção para análise completa.
Detalhes da promoção de compra de pontos
Durante o período promocional, o bônus varia conforme a quantidade adquirida:
- Compra de 5.000 a 24.000 pontos → 20% de bônus
- Compra de 25.000 a 69.000 pontos → 40% de bônus
- Compra de 70.000 a 124.000 pontos → 60% de bônus
- Compra de 125.000 a 300.000 pontos → 70% de bônus
Normalmente, o limite anual de compra é de 200.000 pontos (antes do bônus), mas nesta campanha o teto foi elevado para 300.000 pontos por ano calendário.
Há ainda uma taxa fixa de transação de US$ 22, equivalente a R$ 113,08 na cotação de R$ 5,14.
Quanto custa no cenário máximo da promoção?
Para contas baseadas nos Estados Unidos
Ao comprar o volume máximo, o participante recebe:
- 510.000 pontos
- Custo total: US$ 7.500
- Conversão em reais: R$ 38.550,00
O custo final por ponto fica em 1,47 centavo de dólar, aproximadamente R$ 0,0756 por ponto.
Avaliação de valor
A estimativa média de mercado para pontos do Flying Club gira em torno de 1,4 centavo de dólar por ponto, equivalente a aproximadamente R$ 0,072 por ponto.
Isso significa que é uma oportunidade, mas é um pouco acima do que compramos aqui no Brasil, inclusive em outra empresas concorrentes da Virgin Atlantic.
Comprar pontos só faz sentido quando o resgate gera valor superior ao custo de aquisição — ou quando falta um pequeno saldo para completar uma emissão específica.
Como usar os pontos do Virgin Atlantic Flying Club?
O programa é conhecido por “sweet spots” interessantes, especialmente em parcerias.
Um dos exemplos mais famosos envolve a companhia japonesa All Nippon Airways (ANA).
Mesmo após reajustes recentes, ainda é possível emitir:
- Classe Executiva ida e volta Costa Oeste dos EUA → Japão: 105.000 pontos
- Classe Executiva ida e volta Costa Leste dos EUA → Japão: 120.000 pontos
Considerando que passagens pagas nessas rotas frequentemente superam US$ 10.000 (aproximadamente R$ 51.400,00), o resgate pode ser extremamente vantajoso., com um custo bastante reduzido. Contudo, leve em conta a possibiliadade de gerar pontos TAP Miles&Go e até Aeroplan, mais em conta do que os pontos da Virgin Atlantic, o que pode ser mais vantajoso para voar com a ANA.
Importante: você não precisa necessariamente comprar pontos
O Flying Club também é parceiro de transferência de diversos programas financeiros internacionais, como:
- American Express Membership Rewards
- Marriott Bonvoy
Isso significa que, em muitos casos, pode ser mais vantajoso transferir pontos acumulados do que comprá-los diretamente.
Exemplos de emissões estratégicas em Classe Executiva
Abaixo, exemplos de rotas interessantes que podem ser emitidas com pontos do Flying Club (todos em Classe Executiva):
| Origem | Destino | Companhia Aérea | Cabine | Milhas Necessárias |
|---|---|---|---|---|
| Atlanta (ATL) | Manchester (MAN) | Virgin Atlantic | Executiva | 32.000 |
| Toronto (YYZ) | Londres (LHR) | Virgin Atlantic | Executiva | 35.000 |
| Bali (DPS) | Sydney (SYD) | Garuda Indonesia | Executiva | 40.000 |
| Lima (LIM) | Atlanta (ATL) | LATAM Airlines | Executiva | 50.000 |
| São Paulo (GRU) | Lima (LIM) | LATAM Airlines | Executiva | 50.000 |
| Saint Martin (SXM) | Paris (CDG) | Air France | Executiva | 48.500 |
| Nova York (JFK) | Lisboa (LIS) | Delta Air Lines | Executiva | 35.000 |
Esses exemplos demonstram que, com planejamento e disponibilidade encontrada, é possível estruturar emissões internacionais em Classe Executiva com custo competitivo por milheiro.
Considerações finais
Promoções de compra de pontos exigem análise cuidadosa. O bônus de até 70% pode ser interessante, especialmente para contas registradas no Reino Unido, onde o custo por ponto fica abaixo da média estimada de mercado.
No entanto, a decisão deve ser baseada em:
- Existência de emissão planejada
- Disponibilidade confirmada
- Comparação entre custo em reais e valor da passagem paga
Para quem tem estratégia definida e encontra disponibilidade, a promoção pode ser uma ferramenta poderosa. Para quem não tem plano imediato, comprar pontos pode significar apenas imobilizar capital em um ativo sujeito a desvalorização futura.
A oferta é válida até 31 de março de 2025.

