
Ontem à tarde participei, a convite do Grupo Advantage, da inauguração do Ruby Hotels by ADVT, o primeiro hotel instalado dentro do terminal do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte. Não foi apenas mais uma abertura no setor de hospitalidade. Foi a materialização de um conceito que, na prática, altera a dinâmica de conexão aérea no Brasil.
Estar presente permitiu algo que nenhum release entrega: sentir o projeto funcionando. Caminhar pelo espaço, entender o fluxo, observar como hotel e terminal conversam entre si. E é justamente nessa integração que está o valor real do Ruby.
Hotel integrado ao terminal: por que isso muda o jogo
No Brasil, estamos acostumados a hotéis “próximos” ao aeroporto. Porém, proximidade não é integração. Existe uma diferença operacional enorme entre estar a poucos minutos de carro e estar literalmente dentro do fluxo do passageiro.
Em Confins, essa fronteira deixou de existir.
O Ruby elimina uma etapa inteira da jornada. Não há deslocamento urbano, não há dependência de transporte externo, não há cálculo de tempo sujeito a trânsito ou imprevistos. Para quem faz conexão curta, chega de madrugada ou embarca muito cedo, essa integração representa previsibilidade.
E previsibilidade, em ambiente aeroportuário, vale muito.
Executivos ganham eficiência. Tripulações ganham descanso qualificado. Passageiros em trânsito ganham tranquilidade. Não é exagero dizer que a experiência muda porque a logística muda.
O conceito Fast Premium na prática real
O Ruby foi concebido sob o conceito “Fast Premium”, mas é importante traduzir isso para a realidade. O “fast” não tem relação com pressa, e sim com fluidez. Trata-se de eliminar fricções na jornada do passageiro.
Ao sair do quarto, o hóspede já está inserido na estrutura do aeroporto. O acesso à sala VIP Advantage acontece em poucos metros. O raio-x dedicado reduz etapas. O embarque se torna continuidade, não recomeço. É uma linha lógica e contínua.
Esse desenho operacional reduz desgaste mental, algo frequentemente ignorado quando se fala de viagens. Quem já enfrentou conexões longas sabe que o cansaço não é apenas físico. Ele é logístico e psicológico. Quando o ambiente simplifica a jornada, o impacto é imediato.
O “premium”, por sua vez, está na execução. Iluminação equilibrada, isolamento acústico eficiente, ambientação sóbria e confortável. Não há excessos. Há intenção. E intenção bem aplicada.
Estrutura pensada para quem vive o aeroporto
O hotel conta com 45 unidades, entre quartos individuais, acomodações para casal e uma unidade adaptada para pessoas com necessidades especiais. O número é estratégico: permite operação controlada e manutenção do padrão.
Os quartos foram desenhados para cumprir uma função clara: proporcionar descanso real em estadias curtas. O isolamento acústico cumpre seu papel. A climatização é adequada. A configuração interna prioriza conforto funcional, não estética superficial.
Outro ponto relevante é a disponibilidade de refeições prontas 24 horas por dia. Em conexões noturnas, alimentação costuma ser um problema. Antecipar essa necessidade demonstra entendimento da rotina aeroportuária e atenção à experiência completa do hóspede.
Minha leitura pessoal após a inauguração
O que mais me chamou atenção não foi apenas a estrutura física, mas a coerência do projeto. Existe alinhamento entre discurso e entrega. O Ruby não tenta ser resort, não tenta ser destino turístico. Ele assume sua função com clareza: integrar hospitalidade ao fluxo aéreo.
Me senti honrado pelo convite do Grupo Advantage, mas principalmente satisfeito ao perceber que Confins dá um passo concreto rumo a um padrão internacional de operação. Hotéis dentro do terminal são comuns em grandes hubs globais. No Brasil, ainda são exceção.
Ontem, essa exceção começou a mudar.
O impacto para Confins e para o passageiro
A inauguração do Ruby Hotels by ADVT representa modernização estrutural. Para o passageiro, significa menos desgaste e mais controle sobre a própria jornada. Para o aeroporto, significa posicionamento competitivo e diferenciação real no mercado nacional.
Depois de ver o projeto funcionando de perto, minha conclusão é objetiva: não é apenas um novo hotel. É uma solução estratégica bem executada.
E quando estratégia e experiência caminham juntas, o resultado tende a ser consistente.

