
O controle de fronteiras em Portugal sofreu uma mudança temporária após o governo decidir interromper a aplicação do novo sistema europeu de imigração no Aeroporto de Lisboa. A medida foi adotada para reduzir filas e aliviar gargalos operacionais na chegada de passageiros internacionais.
Atualmente, o principal foco está no atendimento de viajantes provenientes de fora do Espaço Schengen. Esses passageiros vinham enfrentando tempos de espera elevados no desembarque.
Suspensão do sistema europeu no Aeroporto de Lisboa
O sistema conhecido como Entry Exit System, ou EES, teve sua utilização suspensa por um período inicial de três meses no aeroporto da capital portuguesa. A decisão foi tomada após avaliações internas apontarem impacto negativo na fluidez do controle migratório.
O EES substitui o carimbo manual nos passaportes por registros eletrônicos de entrada e saída. No entanto, sua aplicação plena exigiu mais tempo de processamento do que o previsto inicialmente.
Reforço estrutural no controle de fronteiras em Portugal
Além da suspensão temporária do sistema, o governo autorizou o aumento da capacidade operacional na área de imigração. Dessa forma, haverá um reforço de aproximadamente 30% nos equipamentos físicos e eletrônicos utilizados no controle de fronteiras em Portugal.
Esse reforço respeita os limites atuais da infraestrutura do Aeroporto de Lisboa. O objetivo é melhorar o fluxo de passageiros enquanto soluções definitivas são implementadas.
Ampliação do efetivo no controle migratório
Ao mesmo tempo, foi determinado o reforço do efetivo humano responsável pelo controle migratório. A Guarda Nacional Republicana passará a atuar de forma mais intensa no Aeroporto de Lisboa.
Com isso, o governo espera reduzir o tempo de espera na chegada de voos internacionais. A estratégia segue o mesmo modelo aplicado anteriormente na área de partidas.
Impactos do novo sistema europeu de imigração
Desde o início da implementação do EES, passageiros relataram longas filas e atrasos no controle migratório. Em alguns períodos, a espera ultrapassou várias horas.
Por esse motivo, o controle de fronteiras em Portugal passou a ser alvo de críticas públicas. Relatos nas redes sociais ajudaram a dar visibilidade ao problema.
Investimentos estruturais já estão planejados
Paralelamente às ações emergenciais, o governo português confirmou um investimento estrutural para modernizar o controle de fronteiras em Portugal. O plano prevê a aplicação de 7,5 milhões de euros em novas portas eletrônicas e sistemas automatizados.
Essas melhorias fazem parte do projeto europeu de Fronteiras Inteligentes. A execução está prevista para ocorrer entre 2026 e 2028.
Análise do cenário atual
Nesse contexto, a suspensão temporária do sistema europeu não representa um recuo definitivo. Pelo contrário, indica a necessidade de adaptação da infraestrutura antes da aplicação total das novas regras.
Assim, o controle de fronteiras em Portugal passa por um período de transição. O foco imediato é garantir fluidez operacional sem comprometer a segurança.
Conclusão
O ajuste no controle de fronteiras em Portugal evidencia os limites atuais do Aeroporto de Lisboa diante do aumento do tráfego internacional. A combinação de suspensão temporária, reforço de equipamentos e ampliação de pessoal busca estabilizar o sistema no curto prazo.
No médio prazo, os investimentos estruturais serão essenciais para que o novo modelo europeu seja adotado de forma definitiva, eficiente e sustentável.

