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avianca reposiciona tarifa Light e passa a incluir bagagem de mão de 10 kg

A avianca revisou sua tarifa Light internacional e agora permite levar bagagem de mão de até 10 kg. A mudança reduz atritos, reposiciona o produto e pode melhorar a percepção do cliente.

O que você verá neste artigo

A avianca ajustou sua política de bagagem nas rotas internacionais dentro das Américas e passou a incluir, na tarifa Light, uma mala de mão de até 10 kg além do item pessoal. Na prática, a empresa reduz uma das principais fontes de frustração do passageiro que compra a tarifa de entrada, mas espera ao menos o padrão básico de carry-on nos compartimentos superiores.

A mudança indica um refinamento do produto. Nos últimos anos, a segmentação tarifária ficou mais agressiva na América Latina, com modelos “unbundled” que separam quase tudo em serviços adicionais. Embora isso aumente a previsibilidade de receita para as companhias, também elevou a sensação de cobrança excessiva para o consumidor final. Ao reinserir a bagagem de mão na Light internacional, a avianca suaviza esse atrito e torna a oferta mais alinhada ao que o passageiro médio entende como tarifa aérea tradicional.


O que muda na prática para o passageiro

Quem comprar a tarifa Light em voos internacionais nas Américas poderá embarcar com um item pessoal sob o assento e uma mala de até 10 kg no compartimento superior. Serviços extras continuam opcionais, mantendo a lógica de personalização do produto conforme o perfil do viajante.

É um ajuste aparentemente simples, mas com impacto direto na experiência. Em muitas rotas, especialmente de média duração, a bagagem de mão resolve a necessidade da maioria dos passageiros e evita filas de despacho, custos adicionais e incertezas no embarque.


Diferença entre mercados continua

Nos voos domésticos dentro da Colômbia, a estrutura segue distinta. A tarifa Basic permanece mais enxuta, permitindo apenas o item pessoal. Essa diferenciação mostra que a companhia trata mercados de forma segmentada, considerando elasticidade de demanda, concorrência local e perfil de cliente.

Do ponto de vista estratégico, é uma leitura comum no setor: rotas internacionais tendem a ter passageiros mais sensíveis a conforto e previsibilidade, enquanto o doméstico comporta produtos ultra simplificados para competir em preço.


Minha experiência recente com a avianca

Sempre enxerguei a avianca como uma companhia tradicional e relevante na América do Sul. Não à toa, é uma das empresas aéreas mais antigas do mundo ainda em operação, com forte presença regional e histórico respeitável.

Justamente por isso, uma experiência em 2024 me causou estranhamento. Eu retornava de uma jornada longa desde o Japão e voei no trecho final entre Miami, Bogotá e Belo Horizonte. Ainda na Flórida, fui informado de que minha mala de mão de 10 kg, para ir nos bins, teria custo adicional superior a 100 dólares.

Eu já estava ciente de que a bagagem despachada era paga naquela tarifa, mas a cobrança pela mala de mão foi uma surpresa negativa. A situação gerou desconforto e a sensação de que a regra estava distante do que se espera de uma empresa com o porte e a história da Avianca.

Com o novo ajuste na tarifa Light internacional, a tendência é reduzir esse tipo de atrito e tornar as regras mais intuitivas para o passageiro. É um movimento que ajuda a reconciliar o modelo de tarifas segmentadas com a expectativa básica do cliente.

Você pode acompanhar essa experiência em todos os detalhes, assistindo o vídeo especial, clicando neste link aqui.


Melhorias além da bagagem

A revisão de bagagem não vem isolada. A avianca sinaliza um ciclo de melhorias que inclui ampliação da Business Class Américas para mais rotas, inclusive em mercados domésticos selecionados, além de evolução em serviços de solo, salas VIP renovadas e expansão gradual de conectividade a bordo.

Esse conjunto aponta para um reposicionamento de valor: manter eficiência de custo, mas sem abrir mão de atributos que influenciam a percepção de qualidade.


Conclusão: ajuste pequeno, impacto grande

Incluir bagagem de mão de 10 kg na tarifa Light internacional é uma mudança operacional simples, porém estrategicamente relevante. Ela reduz conflitos no embarque, melhora a transparência tarifária e aproxima o produto do que o passageiro considera justo.

Num mercado em que a concorrência é cada vez mais baseada em preço, a experiência ainda é diferencial. A avianca parece entender isso ao calibrar sua oferta. Se conseguir equilibrar disciplina de custos com regras claras e previsíveis, reforça sua posição como player relevante nas Américas e preserva o valor de uma marca quase centenária.

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Tico Brazileiro

Tico Brazileiro é especialista em aviação, programas de fidelidade e viagens, compartilhando dicas estratégicas sobre milhas, upgrades e experiências de voo. Influenciador, conecto apaixonados por viagens a conteúdo exclusivo e relevante, ajudando a transformar cada viagem em uma experiência única. Já viajei em mais de 100 classes executivas e primeiras classes.
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