
O LATAM Pass implementou uma mudança importante: o resgate de passagens aéreas no Brasil passou a exigir reconhecimento facial do titular da conta. A medida confirma a identidade antes de concluir a emissão, criando uma barreira tecnológica que aumenta a segurança e dificulta o uso indevido das milhas.
Uma barreira bem-vinda
O reconhecimento facial não é apenas inovação tecnológica. Ele torna mais difícil para terceiros, ou “intermediários”, emitir passagens usando contas de outros usuários — prática que, embora não seja ilegal, vai contra as regras dos programas de fidelidade. É uma medida que protege o titular legítimo da conta e fortalece a integridade do programa.
Martin Holdschmidt, diretor do LATAM Pass no Brasil, destaca que a biometria facial aumenta a confiança do usuário e reforça a segurança sem prejudicar quem utiliza as milhas de forma correta.
Impacto direto sobre quem comercializa milhas
Nos últimos anos, uma parcela do mercado encontrou brechas para comercializar pontos de terceiros — seja através de contatos informais ou por supostas “agências de viagens” que operam de forma privada.
O reconhecimento facial torna essas operações muito mais difíceis e arriscadas, criando obstáculos concretos para quem deseja emitir passagens fora do padrão do programa. É uma barreira inteligente que não pune usuários corretos, mas desestimula práticas que ferem a ética do programa.
Usuários legítimos continuam sem impacto
Para quem usa o LATAM Pass da forma planejada — acumula milhas e resgata para viagens próprias ou familiares autorizados — a experiência não muda significativamente. O processo é rápido e garante que o programa continue seguro e confiável para os passageiros que respeitam as regras.
Ou seja, quem viaja, planeja e usa os pontos de forma legítima ganha mais proteção e tranquilidade.
Uma mensagem clara ao mercado de milhas
Embora a comercialização de milhas não seja crime, é uma prática que viola termos e condições do programa. Com a biometria facial, o LATAM Pass deixa claro que o objetivo é proteger o passageiro legítimo e a integridade das contas.
Para quem atua fora das regras, a dificuldade aumentou significativamente. Para a grande maioria dos usuários, que utiliza o programa corretamente, o impacto é positivo e praticamente imperceptível.
Conclusão: proteção, segurança e integridade
O reconhecimento facial no LATAM Pass é uma evolução importante: protege o titular da conta, dificulta emissões indevidas e reforça a integridade do programa.
Não se trata de criminalizar ninguém, mas de criar barreiras e dificultar práticas imorais que prejudicam o sistema. Para os passageiros corretos, a experiência continua fluida e segura. Para quem tentava se aproveitar das brechas, o jogo ficou mais difícil.
O programa deixa, assim, uma mensagem clara: milhas devem ser usadas para viajar, não para comercialização informal.

