
Um power bank em voo da LATAM causou um incidente que levou a aeronave a realizar uma descida de emergência. O voo seguia de São Paulo para Brasília quando a situação foi identificada a bordo.
Por precaução, a tripulação decidiu desviar o avião para Ribeirão Preto. A aeronave pousou em segurança e foi recebida por equipes de emergência.
O que aconteceu durante o voo
O problema ocorreu quando o avião já estava em cruzeiro. A tripulação iniciou imediatamente os procedimentos previstos para esse tipo de ocorrência.
Após o pouso, alguns passageiros relataram mal-estar. No entanto, o atendimento médico foi realizado no próprio aeroporto, sem necessidade de encaminhamento hospitalar.
Continuidade da operação
A aeronave envolvida no incidente foi retirada de operação. Em seguida, os passageiros seguiram viagem para Brasília em outro avião.
A LATAM confirmou o ocorrido, mas não divulgou detalhes sobre o modelo da bateria portátil nem onde o equipamento estava armazenado.
Regras gerais sobre power banks em aeronaves
Baterias portáteis não podem ser despachadas em nenhuma hipótese. O transporte é permitido somente na bagagem de mão.
Além disso, existem limites claros de capacidade, definidos em watts-hora (Wh):
- Até 100 Wh: permitidas sem autorização da companhia aérea
- Entre 100 Wh e 160 Wh: permitidas apenas com aprovação prévia
- Acima de 160 Wh: totalmente proibidas em qualquer situação
Na prática, a maioria dos power banks de até 27.000 mAh (considerando 3,7 V) se enquadra no limite de 100 Wh. Modelos acima disso costumam ultrapassar o permitido.
Também existem regras adicionais importantes:
- Máximo de duas baterias extras por passageiro
- Baterias danificadas, com defeito ou em recall são proibidas
- O equipamento deve estar protegido contra curto-circuito
- Em várias companhias, o uso e o carregamento durante o voo são proibidos
Essas regras existem para reduzir o risco de superaquecimento e incêndio dentro da cabine, onde a reação precisa ser imediata.
Companhias aéreas que proibiram o uso de power bank a bordo
Após incidentes recentes, várias companhias passaram a proibir o uso de power banks durante o voo, mesmo quando transportados corretamente na bagagem de mão.
Atualmente, adotaram restrições ou proibições:
- Emirates Airlines
- Singapore Airlines
- Thai Airways
- Air Busan
- EVA Air
- China Airlines
Outras companhias, como Delta, JetBlue, Hawaiian Airlines e Virgin Australia, reforçaram orientações após incidentes, embora sem proibição total.
A United Airlines não permite power banks instalados em malas inteligentes nem baterias soltas em bagagens despachadas.
Minha experiência pessoal com power banks
Eu sempre usei e sigo usando power banks, principalmente por causa da produção de conteúdo, que exige muito da bateria do celular durante viagens.
Ainda assim, acredito que esse hábito deve se tornar cada vez mais raro. Os casos negativos envolvendo baterias portáteis estão se acumulando.
Em um voo recente entre Goiânia e Belo Horizonte, presenciei uma passageira ser chamada após o despacho da mala. Ela havia colocado um notebook na bagagem despachada, equipamento que possui bateria de lítio. O item precisou ser retirado antes do embarque.
Isso mostra que a fiscalização já ocorre até depois do despacho.
Conclusão
O caso do power bank em voo da LATAM reforça uma realidade clara da aviação moderna: baterias de lítio seguem sendo um risco operacional relevante.
As restrições adotadas pelas companhias não são exagero. Elas refletem incidentes reais e recorrentes. Para o passageiro, a orientação é objetiva: conhecer as regras, evitar o uso a bordo e nunca despachar equipamentos com bateria.
Na aviação, segurança não é opcional. É regra.

