
A Azul Fidelidade escolheu um cenário à altura do momento que vive. Em um evento cuidadosamente produzido no Palácio Tangará, em São Paulo, a companhia reuniu convidados especiais para apresentar a maior evolução de seu programa de fidelidade desde a sua criação. Mais do que anunciar novidades, a Azul deixou clara uma mensagem: o relacionamento com seus clientes mais engajados entrou em um novo patamar.
Estive presente como convidado e, do início ao fim, a experiência refletiu exatamente o que a empresa busca transmitir com essa nova fase: atenção aos detalhes, consistência na entrega e uma leitura madura do que significa fidelizar no mercado atual.
Organização impecável e experiência à altura do posicionamento

A escolha do Palácio Tangará dispensa explicações. Localização, infraestrutura, atendimento e um catering impecável, com buffet que confirma a reputação do espaço como um dos mais sofisticados do país, criaram o ambiente ideal para a proposta do evento.
Tudo funcionou com fluidez: recepção, condução do público, apresentações e timing. Nada parecia improvisado. Pelo contrário, havia um claro cuidado em transformar o encontro em uma experiência memorável, e não apenas em uma coletiva ou anúncio protocolar.
Alceu Valença transforma o evento em experiência sensorial
O ponto alto da noite veio com o show de Alceu Valença, que se apresentou por cerca de uma hora. A escolha do artista não foi apenas simbólica, foi estratégica. Alceu entregou um espetáculo envolvente, elegante e carismático, que conectou gerações e reforçou o clima de celebração.
Em um mercado onde muitos eventos corporativos ainda soam frios ou excessivamente técnicos, a Azul acertou ao trazer cultura, música e emoção para o centro da experiência.

Um marco: a primeira vez que o Azul Fidelidade promove um evento desse porte
Esse detalhe é fundamental. Foi a primeira vez que o Azul Fidelidade promoveu um evento desse formato, reunindo clientes especiais para compartilhar, de forma transparente e próxima, as transformações do programa.
Isso demonstra maturidade. Programas de fidelidade evoluídos não se limitam a tabelas, bônus ou regras. Eles constroem comunidade, pertencimento e diálogo. E foi exatamente isso que a Azul colocou em prática nessa noite.
Diamante Unique: um novo topo, com critérios claros
O Diamante Unique passa a ser o nível mais alto do Azul Fidelidade. Ele não substitui o Diamante tradicional, mas se posiciona acima, como uma categoria voltada a clientes de altíssimo engajamento.
Para alcançá-lo, é necessário cumprir 26 trechos voados e 26 mil pontos qualificáveis ou atingir R$ 50 mil em gastos aéreos com a Azul dentro do período de qualificação. O critério é objetivo, transparente e alinhado às práticas internacionais.
Mais do que benefícios, o Diamante Unique representa reconhecimento real para quem concentra sua operação aérea na companhia.
Azul One: exclusividade por convite e mudança de paradigma
Se o Diamante Unique eleva o topo, o Azul One muda completamente o jogo. Não se trata de uma categoria tradicional, nem de algo alcançável por pontos ou trechos. O Azul One é um grupo extremamente exclusivo, acessado apenas por convite nominal, com renovação anual.
Esse modelo aproxima a Azul de práticas adotadas por grandes companhias globais, como United, American Airlines, Singapore Airlines e British Airways, que já entenderam que alguns relacionamentos vão além de métricas públicas.
Aqui, o foco deixa de ser apenas o “quanto voa” e passa a ser como se relaciona com a companhia.
Benefícios, concierge e personalização real
Durante o evento, a Azul também detalhou avanços importantes na experiência dos clientes mais exclusivos, como:
- Expansão do serviço de Concierge, incluindo o aeroporto de Confins
- Atendimento dedicado e personalizado, com canais diretos
- Ampliação de benefícios para acompanhantes
- Isenções e flexibilizações em alterações e cancelamentos
- Novo Lounge Azul em Viracopos
Outro anúncio relevante foi o retorno da emissão de passagens cortesia com pontos, resgatando uma funcionalidade muito valorizada pelos clientes mais frequentes e que havia sido retirada anteriormente.
Retorno da passagem cortesia com pontos: correção de rota e leitura do cliente fiel
Entre os anúncios feitos durante o evento, um dos mais relevantes — e certamente um dos mais aguardados pelos clientes mais frequentes — foi a volta da emissão de passagens cortesia utilizando pontos. A partir de fevereiro, o benefício volta a fazer parte do Azul Fidelidade, após ter sido suspenso em abril de 2024, quando esse tipo de emissão passou a ser permitido exclusivamente mediante pagamento em dinheiro.
O retorno dessa possibilidade não é apenas operacional. Ele sinaliza uma recalibração importante na filosofia do programa, ao devolver ao ponto sua função central: ser, de fato, um instrumento de resgate e não apenas de acúmulo. Para um público altamente engajado, que constrói saldo ao longo do tempo justamente para usufruir de benefícios tangíveis, a limitação anterior representava um ruído claro na proposta de valor.
Ao reintroduzir a passagem cortesia com pontos, a Azul amplia novamente o leque de opções dentro do programa e responde diretamente a uma demanda histórica dos clientes mais fiéis, especialmente daqueles que concentram voos, gastos e relacionamento na companhia. É uma decisão que fortalece a percepção de equilíbrio entre geração e uso de benefícios — algo essencial para a longevidade de qualquer programa de fidelidade.
Mais do que um “retorno”, o movimento pode ser lido como uma correção de rota estratégica, alinhada ao novo posicionamento do Azul Fidelidade, que passa a valorizar não apenas métricas, mas também expectativa, experiência e coerência na jornada do cliente.
Uma leitura clara do futuro dos programas de fidelidade
O que a Azul apresentou não é apenas um conjunto de benefícios. É uma mudança conceitual. Ao criar um status por convite e elevar o nível máximo do programa, a companhia reconhece que fidelidade não se mede apenas por acúmulo, mas por histórico, valor e relacionamento.
Essa é uma tendência clara no mercado internacional e, agora, passa a ser aplicada de forma estruturada no Brasil.
Conclusão
O evento no Palácio Tangará não foi apenas bem executado. Ele foi simbólico. Representa uma Azul mais confiante, mais sofisticada e mais alinhada às melhores práticas globais de fidelização.
Criar um grupo como o Azul One e reposicionar o topo com o Diamante Unique mostra coragem estratégica e visão de longo prazo. Em um mercado ainda muito preso a modelos tradicionais, a Azul avança, diferencia e eleva o padrão.
Se essa noite serviu como termômetro, o recado é claro: o Azul Fidelidade entrou definitivamente em uma nova fase — e o mercado brasileiro de programas de fidelidade acaba de dar um passo importante rumo à maturidade.

